Quando a Helena viaja
Sem tempo pra alugação
Não tem armário pra cair
Como caber no mochilão?
Nós não estudamos moda, não temos um guardarroupa recheado de marcas famosas e nem participamos da São Paulo Fashion Week. Nós simplesmente caimos dentro do armário.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
A Helena é uma cebola
O que o inverno tem a ver com cebolas?
Eu gosto do inverno e poderia listar alguns motivos que justificassem isso, mas vou ater-me a apenas um deles. É no inverno que a Helena erra a mão e faz verdadeiras acrobacias dentro do armário.
Vocês já notaram que a Helena consegue fazer as mais psicodélicas combinações de cores e padrões certo? Durante o inverno isso só melhora (piora?) pois o número de peças que ela tem que vestir é bem maior. Aqui em Curitiba, no inverno, é assim: faz um frio danado pela manhã, na hora do almoço esquenta e já no final do dia a temperatura despenca. Devido a essa peculiaridade climática muitas vezes vi minha colega chegar vestindo quatro blusas, três tipos de meia, vestido, saia, calça jeans, jaqueta e cachecol e, ao longo do dia, ir tirando as peças uma a uma até ficar quase desnuda. Eu olhava aquilo e achava muito divertido até que um dia olhei para ela e disse:
- Helena, você parece uma cebola.
- Por quê? Não entendi.
- Porque você é cheia de camadas. Nunca assistiu Shrek?
- Pra sua informação, há mais do se imagina nos ogros.- Exemplo?- Exemplo? Ok… Ah… Nós somos como cebolas.- Fedem?- Sim. Não!- Oh. Fazem você chorar.- Não.- Oh, deixa eles no sol e eles ficam marrons e soltam aqueles cabelinhos…- Não! Camadas! As cebolas têm camadas, os ogros têm camadas. A cebola tem camadas, entendeu? Nós dois temos camadas.- Oh, vocês dois têm camadas. Oh. Sabe, nem todo mundo gosta de cebolas. Bolo! Todo mundo adora bolo! E tem camadas.- Eu não ligo pro que todo mundo gosta! Ogros não são como bolos.
Resumindo: as cebolas têm camadas, os ogros têm camadas e a Helena tem camadas.
![]() |
| Nossa cebola bem agasalhada. No reflexo do espelho, a privada denuncia que nossa sessão de fotos rolou no banheiro. |
![]() |
| E foi-se a primeira camada |
![]() |
| Adeus Gorrinho |
![]() |
| Um vestido! E pior, ainda tem mais uma blusa por baixo |
![]() |
| Finalmente, a (quase) descascada Helena. |
![]() |
| Detalhe para a meia de tricô que a vovó fez |
![]() |
| Deu pra encher o cabide |
terça-feira, 31 de maio de 2011
Eu modelava
Dia desses vim trabalhar de vestido. Sou uma pessoa tímida e discreta e pensei ter passado despercebida pela portaria, mas eis que o telefone toca:
“Fiquei sabendo que você está uma graça hoje. Vou aí te fotografar.”
Mais tarde a Helena apareceu na minha sala com a máquina em punho, pronta para uma sessão de fotos. O problema é que eu não levo jeito pra modelo, pra fazer caras e bocas; então sempre acho que minhas fotos saem assim...bem mais-ou-menos.
“Fiquei sabendo que você está uma graça hoje. Vou aí te fotografar.”
Mais tarde a Helena apareceu na minha sala com a máquina em punho, pronta para uma sessão de fotos. O problema é que eu não levo jeito pra modelo, pra fazer caras e bocas; então sempre acho que minhas fotos saem assim...bem mais-ou-menos.
![]() |
| Kátia, à princípio "mais-ou-menos", no seu look meigo: vestido azul rodado e blusa verde de tricô |
![]() |
| O vestido de bolinhas, que com o flash ficou parecendo mais um céu de estrelas! |
Ontem, mexendo numas fotos antigas, descobri que num passado não tão distante eu pagava de modelo. É minha gente, eu modelava.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Vovó caia no armário
Vasculhando os armários da vovó, encontrei umas revistas de 1954, Jornal das Moças, ou o Manequim de hoje. Minha vó é filha de costureira com alfaiate, e aprendeu a costurar desde nova. Assinava o tal Jornal das Moças pra ficar por dentro dos modelitos da época, e já ir aprendendo a fazer seus moldes, pra poder cair no armário com elegância. Agora quem está disposta a aprender a costurar sou eu, só falta o tempo e o capricho (sinceramente, não sou lá muita atenta a acabamentos).
Mas a idéia do post de hoje não é assombrá-los com meus futuros modelitos costurados por mim mesma, mas sim mostrar umas páginas do tal Jornal das Moças, e ver que, fora as cinturas que nunca mais serão as mesmas, os modelos, cores e estampas vão e voltam. E as roupas do carnaval de 50 são as que a gente usa no dia-a-dia, quase. Engraçado é que eu me identifiquei mesmo foi com os vestidos de criança, hehehe.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Moda no mundo bovino
Esse blog está fazendo tanto sucesso que até os animais estão caindo no armário; ou tentando.
Um boi, fã confesso da Lady Gaga, ao ver sua musa trajando um vestido feito de carne pensou: se ela pode, eu também. O bovino, cheio de si, passou a mão no cartão de crédito e se jogou dentro de uma loja. Para seu azar a loja não trabalhava com tamanhos grandes e após uma hora de entra e sai do provador, o pobre boizinho teve que ir embora de mãos vazias.
Um boi, fã confesso da Lady Gaga, ao ver sua musa trajando um vestido feito de carne pensou: se ela pode, eu também. O bovino, cheio de si, passou a mão no cartão de crédito e se jogou dentro de uma loja. Para seu azar a loja não trabalhava com tamanhos grandes e após uma hora de entra e sai do provador, o pobre boizinho teve que ir embora de mãos vazias.
Leia a notícia na íntegra clicando aqui.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Touro enfurecido invade estacionamento atrás da esposa que lhe botou um chifre e é acalmado por outra vaca
PS: Post sugerido por nosso amigo Amilton, nosso leitor assíduo de cabelo espetado. Obrigada!!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Anagrama
Encontrei a Samantha e elogiei sua roupa elegante: primeiro o colete, num estilo de alfaiataria retrô, um luxo. Depois, comentei da calça de veludo preta, quando ela me corrigiu:
-Veludo não, amiga, cotelê - colocando a língua pra fora como uma francesa que queimou a língua.
Minha mente então me jogou para um episódio longínquo de minha vida - imaginem como nos filmes, eu rodando e caindo sobre uma superfície psicodélica de sonho, a palavra cotelê ecoando - quando aprendi o significado da palavra anagrama:
Certa vez ganhei de uma amiga muito querida uma camiseta da Candyland. Pois é, há poucos anos atrás eu só usava camiseta, e nada de regata, pois não gostava de mostrar os ombros...pois é, o tempo passa, as coisas mudam, a gente envelhece e muda de idéia. Bom, as camisetas da Candyland tinham estampas únicas, feitas por artistas convidados, e no caso da camiseta que eu ganhei, num tom de verde exército com detalhes em abóbora (para os homens: laranja), a estampa tratava-se de um grafite de um carro estilizado, com a palavra OLIX escrita em caixa alta. A camiseta não era muito grande, visto que era para o meu tamanho, e ela vinha com uma etiqueta pendurada quase do tamanho dela. Nesta, havia a mesma estampa da camiseta, o nome do artista e a explicação do desenho, que era realmente um grafite feito num muro na cidade de São Paulo, e que as letras formavam um anagrama. Fiquei curiosa pra saber o que seria um anagrama, e o maldito dicionário me explicou: quando mudamos a ordem das letras de uma palavra, temos um anagrama, e consequentemente outra palavra, real ou não. Nesse caso, eu estava andando por aí me achando com uma camiseta com um anagrama de LIXO. Maravilha.
Samantha me chama.
- Helena, Helena... por que você tá babando?
Aos poucos, retorno da memória-sonho. Calmamente, como um monge que por anos fitou a mosca sobre o próprio nariz para encontrar a iluminação, digo:
- Helena, Helena... por que você tá babando?
Aos poucos, retorno da memória-sonho. Calmamente, como um monge que por anos fitou a mosca sobre o próprio nariz para encontrar a iluminação, digo:
-Sua roupa é um anagrama, Samantha. Cotelê e Colete.
Samantha me olha com aquela cara de "ué". Vou embora, com a sensação de ter voltado de uma viagem psicodélica do LSD que eu nunca tomei.
ps.: Como todo mundo pode perceber, tivemos um problema técnico-mental com a fotógrafa, que simplesmente não fez o serviço dela. Esse negócio de contratação pelo menor preço, sabe como é...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)










